Aylton Rocha Bermudes

3º ocupante

Nasceu no Distrito de Timbuí, Fundão, ES, em 24 de julho de 1921, filho de Joaquim Vicente Bermudes e Geny Rocha Bermudes. Iniciou e terminou o curso primário na escola isolada, como então se chamava, de sua avó materna, na localidade de Mutrapeba e na escola isolada de Mundo Novo, também distrito de Timbuí. Suas primeiras produções literárias em prosa e verso datam dos tempos de seminário, onde ingressou aos 12 anos de idade e onde adquiriu sólida formação humanística. A partir de 1943, radicou-se em Cachoeiro de Itapemirim, dedicando-se ao magistério secundário como professor de Francês, Português, Latim e Filosofia. Conquistou a cátedra de Francês e Literatura Francesa do Colégio Estadual Muniz Freire, o Liceu, em Cachoeiro de Itapemirim, com a tese La question du Participe, defendida e aprovada em concurso público de provas e títulos, no ano de 1950. Foi diretor do Liceu, Colégio Estadual Muniz Freire. Nessa cidade, colaborou nos jornais Arauto e Correio do Sul, de que foi redator por algum tempo, e fundou o jornal O Momento, com o professor Virgílio Milanez. Tornou parte ativa na vida cultural de Cachoeiro, tendo fundado com os alunos do curso científico do Liceu a revista literária Flama. Exerceu, aí e em comarcas vizinhas, intensa atividade de advogado. Foi procurador judicial da Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim. Em 1964, transferiu-se para Vitória a fim de exercer o cargo de secretário de Interior e Justiça. Lecionou Português e Literatura Portuguesa no Colégio Estadual do Espírito Santo. Publicou Discurso de posse, pela Editora Borsoi, do Rio, na Academia Espírito-santense de Letras, para a qual foi eleito em 1974.  Escreveu artigos e crônicas para o jornal A Gazeta e proferiu palestras e estudos. Exerceu os cargos de procurador do Estado e consultor jurídico do Tribunal de Contas, em que se aposentou. É sócio correspondente da Academia Cachoeirense de Letras. Colaborou com textos em prosa e verso nos livros Torta Capixaba (II) e Escritos entre dois séculos. Participou da comissão de juristas que preparou o anteprojeto da Constituição Estadual de 1989. Membro do Instituo Histórico e Geográfico do Espírito Santo, em cuja revista estampou diversos trabalhos seus. Em 1998, publicou o romance Nos sulcos do tempo, Vitória: Editora Grafer.

 

Geraldo Costa Alves

2º ocupante

Nasceu em Muriaé, MG, em 03 de outubro de 1919. Diplomado em Direito e em Línguas Neolatinas. Dedicou‑se ao magistério secundário, tendo lecionado Latim e Português em vários educandários, tanto no Espírito Santo como em Brasília. Em 1947, em concurso realizado durante a Primeira Quinzena de Arte Capixaba, sob o patrocínio de todas as entidades culturais do estado, foi eleito o “melhor poeta espírito‑santense”. Autor de inúmeras traduções de poemas em francês, preferentemente de Lamartine, e em castelhano. Verteu para o vernáculo um livro didático de Samuel Reinach. Publicou: Jardim das hespérides (versos, com capa de Raul Pederneiras, Vitória, 1943); Fábulas de Fedro (tese apresentada ao concurso para provimento da cadeira de Latim da Escola Normal Pedro II, Vitória, 1949); Cem quadras (1968); e As árvores (poesias, 1969), além de trabalhos esparsos em jornais e revistas do Espírito Santo. Faleceu em Brasília em 1973.

 

Saul de Navarro

1º ocupante

Saul de Navarro é pseudônimo de Álvaro Henrique Moreira de Souza, nascido em Santa Leopoldina, ES, em 09 de novembro de 1890. Autor de produção seleta, copiosa, dedicou‑se, tal como o escritor Sílvio Júlio, à divulgação de nomes de figuras e obras da cultura ibero‑americana, não só no Brasil, como em outros países do continente, por meio de artigos, estudos e conferências, que estampou, fartamente, em jornais e revistas de prestígio, também em livros. A Academia Espírito‑santense de Letras, onde foi recebido, como membro efetivo, em sessão solene de 24 de junho de 1925, deve parte considerável de sua preciosa biblioteca a Saul de Navarro, este o pseudônimo que o tornou conhecido, doação feita pouco antes de seu faleci­mento, ocorrido no Rio de Janeiro, em 1947. Publicou: Visões do século (crônicas, 1921); Ideias e figuras (1923); Tríade ex­celsa (1924); Símbolos e figuras (1928); O espírito ibero‑americano (1928); A parábola do homem feliz (1930); Rapsódia brasileira (1935); Os segredos de Portugal (1938); e O amor do Brasil pelo amor da pátria (1941); dentre outros títulos.

 

Ulisses Teixeira da Silva Sarmento

Patrono

Nasceu em Vitória, ES, em 30 de junho de 1875. Militar, matemático e poeta parnasiano. Conforme Afonso Cláudio, “foi um artista da palavra, um observador sincero da natureza, um espírito afeito à disciplina do estudo, uma inteligência tão límpida quão pundonorosa e modesta” (In: História da Literatura Espírito-santense, 1981, p.339). Publicou: Clâmides (Fortaleza, 1894); Torturas do ideal (Rio de Janeiro, 1900); Contemplações (1902) e A voz da natureza (1923), todos de poesias. Junto com Colatino Barroso, dirigiu a Revista de Arte e Filosofia.  Faleceu no Rio de Janeiro, em 16 de junho de 1923, aos 48 anos de idade.

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