Jeanne Figueiredo Billich

5ª ocupante

Nasceu em 12 de outubro de 1948, no Rio de Janeiro. Jornalista, advogada, radialista. Mestre em História Social das Relações Políticas pela UFES. Radicou-se no Espírito Santo no início da década de 60. Iniciou a carreira jornalística, em 1974, no jornal A Gazeta e, em 1982, passou a atuar como advogada (OAB-3202), conjugando as atividades de jornalista com o exercício da advocacia. Com a inauguração da TV Gazeta em 1976, estreou no veículo televisão apresentando o jornal Hoje, edição local. Posteriormente, produziu e apresentou diversos programas na TV Educativa e TV Vitória. Nessa última emissora comandou a revista jornalística Espaço Local por 10 anos consecutivos (1989 – 1999) e, a seguir, estreou como âncora no Jornal da TV Vitória. Em 2001, retornou ao veículo de comunicação no cargo de editor-chefe. Estreou no rádio, em 1978, apresentando os noticiosos da Rádio Espírito Santo e, nos anos 80, atuou na Rádio Gazeta AM e, mais tarde, na Rádio CBN. Em 2000, estreou na mídia eletrônica como colunista do jornal eletrônico seculodiario.com, tendo em paralelo escrito reportagens especiais para as revistas Século e ESSA - Espírito Santo Sociedade Aberta. No período de 2003 a 2012, ocupou o cargo de assessora de comunicação da Fundação Ceciliano Abel de Almeida, instituição de apoio à UFES. Em 2007, passou a escrever crônicas para o jornal A Gazeta. Em 10 de junho de 2013, foi eleita para a cadeira nº 7 da Academia Espírito-santense de Letras, tendo tomado posse no dia 16 de setembro do mesmo ano. Ao longo da carreira jornalística recebeu inúmeras premiações, entre elas o título de Cidadão Vitoriense, concedido pela Câmara Municipal de Vitória, Comenda João Santos Filho, Prêmio Capixaba de Jornalismo – 8 ª edição e Medalha Eugênio Pacheco de Queiroz.  É autora de diversos artigos e ensaios publicados em sites, coletâneas e livros: A múltipla presençavida e obra de Amylton de Almeida (biografia, org. Deny Gomes, Ed. Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, 1996); Virando o XXI – ensaio: Terceiro Milênio da Era Cristã (Ed. Multiplicidade, 1999); Escritos do Espírito Santo – ensaio: Fragmentos de Memória na Terra do Beija-Flor (Ed. Secretaria de Estado da Cultura, 2002); ensaio: A Sociedade do espetáculo: pós-modernismo & mídia (site da AEI – Associação Espírito-santense de Imprensa, 2003); tese de mestrado publicada em livro, com o título: As múltiplas trincheiras de Amylton de Almeida: o cinema como mundo, a arte como universo (Ed. GSA, 2005); Escritos de Vitória, volume 24 – Rádio (2007); e Escritos de Vitória, volume 26 – Vitória, Cidade Ilha (2009);  Zeitgeist – Espírito do Tempo (coletânea de crônicas, 2009); e Viajantes da nave Tempo (coletânea de crônicas, 2013). 

 

Waldir Vitral

4º ocupante

Nasceu no município de Alegre, ES, em 28 de junho de 1926. Diplomou‑se em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo, em 1953. Exerceu as funções de promotor e de juiz de direito sempre atento aos acontecimentos que ocorriam a tudo que se dizia ou escrevia nos processos, daí acumulou material para futuras publicações. Publicou: Manual das falências e concordatas (São Paulo); Sugestões literárias (1974); Manual de Direito Marítimo (São Paulo, 1975); Vocabulário jurídico (Rio de Janeiro: Forense); 1000 perguntas: falências e concordatas (Rio de Janeiro, Ed. Rio, 1982); Antologia da saudade (Rio de Janeiro, Ed. Galo Branco, 1999). Pitorescos (Vitória, UVV, 2002). Produziu farta colaboração na imprensa de seu Estado. Foi o primeiro diretor da Escola de Polícia Civil, atualmente Academia de Polícia Civil, órgão de formação e aperfeiçoamento da Polícia Civil do Espírito Santo. Criou o memorial do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, em 2001. Faleceu em 27 de dezembro de 2012.

 

Homero Mafra

3º ocupante

Nasceu em Itanhandu, MG, em 22 de maio de 1923. Bacharelou‑se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, ali se dedicando à advocacia durante quatro anos, época em que trabalhou, como jornalista, nos Diários Associados. Em 1956, iniciou sua carreira de magistrado, no Espírito Santo, sendo o primeiro classificado no concurso a que se submetera. Foi juiz de direito nas comarcas de Mucurici, São José do Calçado, Domingos Martins, Ecoporanga, Barra de São Francisco, Linhares e Colatina. Em 1974, passou a integrar o Tribunal de Justiça, primeiro como juiz substituto de desembargador, depois promovido a titular, permanecendo neste cargo até março de 1983, quando se aposentou. A biblioteca pública do município de São José do Calçado tem seu nome. Ao longo de sua atividade judicante, dedicou‑se também ao magistério, tendo lecionado Português e Inglês no Ginásio de Calçado e em outros estabelecimentos de ensino de segundo grau. Professor, por concurso, de Literatura Portuguesa, lecionou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Colatina. Ingressou na Universidade Federal do Espírito Santo como professor adjunto da cadeira de Direito Civil do Centro de Ciências Jurídicas, ocupando, ainda, o cargo de membro do Conselho de Ensino e Pesquisa. Jurista emérito, além de suas sentenças e votos que despertavam a atenção e aplausos de seus colegas, escreveu trabalhos de doutrina e pesquisa no campo do Direito. Foi corregedor, vice‑presidente e presidente do Tribunal Regional Eleitoral. Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Faleceu em Vitória, em 21 de dezembro de 1984. Publicação póstuma: Três assuntos em uma semana (Vitória, Departamento de Imprensa Oficial, 1985); Flauta em surdina (crônicas, 1996).

 

Placidino Passos

2º ocupante

Nasceu em Vitória, ES, em 09 de janeiro de 1892. Professor normalista, também bacharel em ciências jurídicas e sociais, tendo-se diplomado na segunda turma da Faculdade de Direito do Espírito Santo, em 1937, aos 45 anos de idade. Dedicou‑se ao magistério, desde muito moço, dirigindo o Grupo Escolar Gomes Cardim, em Vitória, de 1922 a 1932, “quando foi promovido ao cargo de diretor técnico de ensino, cargo esse transformado, mais tarde, em outro que se denominou inspetor de ensino primário.” Na Secretaria de Educação e Cultura do Estado, exerceu os cargos de diretor do Departamento de Educação e da Divisão do Ensino Primário e Pré‑Primário. Foi deputado à Assembleia Legislativa do Espírito Santo, de 1947 a 1951. Colaborou na imprensa de Vitória, por anos seguidos, notadamente no jornal A Gazeta, assinando artigos de interesse pedagógico, quando não versando sobre temas literários e históricos. Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, ali ingressando em 1929, em cuja prestigiosa revista estampou vários de seus ensaios. Ingressou na Academia Espírito-santense de Letras em 22 de outubro de 1970. Publicou: Discurso de posse na Academia Espírito‑santense de Letras (1970); e História do Palácio Anchieta (1974). Faleceu, em Vitória, em 1º de dezembro de 1984, na sede da Associação Espírito‑santense de Imprensa, de que era sócio, quando ali se comemorava o 50º aniversário dessa entidade.

 

Aristeu Borges de Aguiar

1º ocupante

Nasceu em Vitória, em 23 de maio de 1892. Bacharelou‑se pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, em 1915. Foi promotor público, procurador-geral do Estado, diretor da Imprensa Oficial e do Diário da Manhã. Lente catedrático de História Universal e do Brasil, Ginásio do Espírito Santo, quando defendeu a tese: “De correção impecável e absoluta sinceridade são tradições do Brasil nas relações internacionais”, datando de 18 de dezembro de 1919 seu ingresso naquele estabelecimento de ensino, de que foi também diretor. Transitoriamente, dirigiu a Secretaria da Instrução, no governo do Dr. Florentino Avidos. Em 1928, foi eleito presidente do Estado, tendo a ele assim se referido o antecessor, em mensagem enviada ao Congresso Legislativo, a 15 de junho do mesmo ano: “O Dr. Aristeu Borges de Aguiar é um nome de conceito firmado, de reputação ilibada, com predicados que o distinguem entre os nossos correligionários políticos, de qualidades e virtudes que asseguram a vitória da administração vindoura, como uma das mais afortunadas para a nossa terra”. No período em que governou os negócios do Estado, desenvolveu atividades que contribuíram eficazmente para o progresso local, conforme se constata da leitura de seus relatórios apresentados ao Congresso Legislativo, nos anos de 1929 e 1930, empenhando‑se sobretudo pela intensificação e aprimoramento do ensino escolar. Em decorrência da Revolução de 1930, não pôde concluir o mandato presidencial, passando a residir no Rio de Janeiro, ali exercendo a advocacia. Foi membro do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, diretor do Contencioso da Companhia General Elétrica e presidente da Financiadora Sociedade Anônima. Publicou: De correção impecável e absoluta sinceridade são as tradições do Brasil nas relações internacionais (tese, 1919); Discurso de paraninfo (1921); O Espírito Santo e suas possibilidades (conferência, 1927); Programa de governo (1928); Mensagem ao Congresso Legislativo (1928); Promessas e realizações (1929); e O meu governo e a defesa de meus atos (1932). Faleceu no Rio de Janeiro, em 1º de setembro de 1951.

 

José Fernandes da Costa Pereira Júnior

Patrono

Nasceu em Campos, RJ, em 20 de janeiro de 1833. Bacharelou‑se pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1856, aos 23 anos de idade, quando retornou à sua cidade, ali advogando, com êxito, por algum tempo. Ainda moço, nomeado presidente da Província do Espírito Santo, tomou posse do cargo a 22 de março de 1861. Em 1868, foi nomeado presidente da Província de Santa Catarina, passando, a partir de 1870, a presidir as Províncias do Ceará, São Paulo e Rio Grande do Sul, deixando esta última “por haver sido eleito deputado geral como representante do Espírito Santo, cargo em que se reelegeu por vezes repetidas, sendo o “único deputado que se devotou à nossa lavoura, então em estado de total empobrecimento”. Conselheiro do Império, ocupou os cargos de ministro da Guerra e da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, sabendo‑se que, na pasta da Agricultura, preocupou‑se com o povoamento do solo espírito‑santense, tendo iniciado, nesta província, a colonização de Santa Leopoldina, Santa Teresa, Santa Isabel, Rio Novo, Alfredo Chaves, com imigrantes alemães e italianos. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 10 de dezembro de 1899.

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