Anna Bernardes da Silveira Rocha

3ª ocupante

Nasceu em Vila Velha, ES, em 27/07/1927. Licenciada em Pedagogia pela UFES, fez mestrado e livre docência na Universidade de Goiás, em Educação. Foi professora em todos os graus de ensino, durante vários anos, tendo exercido vários cargos e funções em Brasília e no Espírito Santo, dentre os quais o de secretária estadual da Educação. Representou o Brasil em várias participações. Foi também presidente do Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo. Possui as seguintes publicações: A escola de 1º grau (Ed. Bloch); Entrevista (Ed. Globo, 1981); Contrato tarefa (Ed. Globo, 1981); Interrogatório (Ed. Globo). Artigos: “Ensino moral e educação moral”, revista Educação (ES, 1958); “Planejamento educacional”, Revista (MEC,1997); “Modernidade e o ensino fundamental brasileiro”, Revista da Academia Espírito-santense de Letras (nº 70, 1991); publicou vários artigos no jornal A Gazeta.

 

Guilherme Santos Neves

2º ocupante

Nasceu em Porto Final, município de Baixo Guandu, ES, em 14 de setembro de 1906. Realizou seus estudos superiores na Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, diplomando‑se em 1930. Foi juiz classista na Junta de Conciliação e Julgamento de Vitória, lecionando Português em vários ginásios desta cidade e Literatura Portuguesa na Universidade Federal do Espírito Santo e na Faculdade de Filosofia de Colatina. Pesquisador incansável do folclore capixaba, publicou sobre o assunto centenas de artigos em jornais e revistas. Fundou, em 1948, a revista Folclore, que dirigiu durante mais de trinta anos. Membro do Conselho Nacional de Folclore e do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Publicou: Da interjeição imperativa, primeira forma elementar da linguagem (Rio de Janeiro, 1934); À margem do mais‑que‑perfeito (Vitória, 1948); Cantigas de roda, em parceria com João Ribas da Costa (1ª série, Vitória, 1948; 2ª série, Rio de Janeiro, 1950); Cancioneiro capixaba de trovas populares (Vitória, 1949); Alto está e alto mora (Vitória, 1954); História popular do Convento da Penha (1958); Ticumbi (Rio de Janeiro, FUNARTE, 1976); Folclore brasileiro: Espírito Santo (Rio de Janeiro, FUNARTE, 1978); Romanceiro capixaba (Vitória: FUNARTE/FCAA-UFES, 1983); Visão de Anchieta (Vitória: IHGES,1997). Coautor de Cantáridas e outros poemas fesceninos, obra escrita nos anos 1930 e publicada em 1985 pela FCAA-UFES. Faleceu em Vitória em 21 de novembro de 1989. Em 2008, foi publicada Coletânea de estudos e registros do folclore capixaba. 1944-1982 (obra em dois volumes, Vitória, Cultural/Petrobras, 2008). “O povo, que cria a História, também cria o Folclore. Por trás dos acontecimentos históricos, move-se a massa popular anônima, que não tem, é verdade, o registro no Panteon, mas sem a participação da qual os fatos históricos se não realizariam. Por trás dos fatos históricos estará sempre o povo, a contar, a cantar, a fazer, a seu modo, a história de sua terra e de sua gente”. (In: NEVES, Guilherme Santos. “Introdução”. História popular do Convento da Penha. Vitória, 1958).

 

Dom Benedito Paulo Alves de Souza

1º ocupante

Nasceu em Santos, SP, em 25 de janeiro de 1873. Terceiro bispo da Diocese do Espírito Santo, chegou a Vitória em 18 de maio de 1918, onde permaneceu até 15 de outubro de 1933, quando passou a residir no Rio de Janeiro, como bispo auxiliar dos cardeais Dom Sebastião Leme e Dom Jayme de Barros Câmara. Primeiro presidente da Academia Espírito‑santense de Letras, pertenceu, ainda, ao Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, emprestando a essas duas entidades não apenas o prestígio de sua presença, mas ativa colaboração. Em 1916, foi eleito membro da Academia Paulista de Letras. Orador sacro dos mais aplaudidos. Publicou: Pastorais, 1918. Faleceu no Rio de Janeiro, em 3 de abril de 1946.

 

Padre José de Anchieta

Patrono

Nasceu em São Cristóvão de Laguna, Tenerife, no arquipélago das Canárias, em 19 de março de 1534. Em Coimbra, Portugal, entrou, aos dezessete anos de idade, para o Colégio dos Jesuítas, tendo sido enviado ao Brasil, pouco depois, por questões de saúde. Desembarcou na Bahia, com Duarte da Costa e outros jesuítas e noviços, a 13 de julho de 1553. Ainda no mesmo ano, transferiram‑no para São Vicente, de lá retornando à Bahia em 31 de março de 1565, onde recebeu ordens sacras, sendo que, daí por diante, passou a exercer cargos de relevância dentro da Companhia de Jesus, no Brasil, inclusive o de superior do Colégio do Espírito Santo, capitania de sua especial predileção, conforme se constata em vários de seus escritos. Morreu na aldeia de Reritiba, atual Anchieta, ES, em 09 de junho de 1597. Foi sepultado na igreja de São Tiago, em Vitória, onde se conservam o local e a lápide do antigo túmulo, já que seus despojos dali foram retirados em 1609. Os escritos anchietanos foram reunidos por Afrânio Peixoto, em dois volumes: Primeiras letras, publicação da Academia Brasileira de Letras, Rio, 1923, e Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões do Padre José de Anchieta, 1933. Foi canonizado pelo Papa Francisco, em abril de 2014.

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