Rômulo Salles de Sá

3º ocupante

Nasceu em Muqui, ES, em 30 de novembro de 1923. Bacharel pela Faculdade de Direito do Espírito Santo, hoje integrada à Universidade Federal do Espírito Santo, foi promotor público das comarcas de Conceição da Barra e de Muqui, juiz substituto e juiz de direito em várias comarcas do estado, foi promovido ao cargo de desembargador do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado, do qual foi vice-presidente (1984/85) e presidente (1988/89). Foi também vice-presidente, corregedor e presidente do Tribunal Regional Eleitoral. Iniciou-se no magistério como professor do primeiro curso de preparação para o ginásio, criado pela Campanha Nacional de Educandários Gratuitos. Em ocasiões diferentes, foi professor do Ginásio de Ibiraçu, mantido pela Congregação Comboniana; da Faculdade de Direito; da Faculdade de Ciências Econômicas de Colatina e da Universidade Federal do Espírito Santo. Fez parte do grupo de jovens intelectuais que fundou a Academia Capixaba dos Novos (1946), que durante muito tempo movimentou a vida cultural de Vitória. Publicou, com outros jovens, Pobres crianças do Brasil(1949), Registros de juventude (1981), Lampejos (1988), Aconteceu... (2002) e o discurso de sua posse na cadeira 35 da Academia Espírito-santense de Letras. Em 2013, lançou, na AEL, seu livro de memórias Os anos dourados da vida cultural de Vitória (1946-1952). É membro do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras.

 

Almir dos Santos Gonçalves

2º ocupante

Nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, em 18 de setembro de 1893. Ainda em sua terra natal, iniciou‑se no magistério como professor da escola primária ali mantida pela Missão Batista. Transferindo‑se para Vitória, a convite do missionário Loren Reno, foi eleito, por duas vezes, 1º secretário da Convenção Batista. Em 1934, no concurso para provimento da cadeira de Inglês do antigo Ginásio do Espírito Santo, defendeu a tese A era isabelina na literatura inglesa, “quando não só demonstrou perfeito domínio do idioma bretão, mas também de sua evolução histórica”. Diplomou‑se pela Faculdade de Direito do Espírito Santo em 1935. Poliglota, lecionou Inglês, Latim, Espanhol e Português em vários educandários de Vitória, Professor de Jornalismo no Seminário Betel do Rio de Janeiro, presidente da Junta do Seminário Batista do Sul do País, secretário da Missão Batista Brasileira, foi, ainda, membro da equipe que revisou e imprimiu a edição da Bíblia, tradução Almeida, para a Editora Bíblica Brasileira. Colaborou e foi redator da revista Mocidade Brasileira e do Jornal Batista, órgão oficial da Convenção Batista Brasileira, durante mais de 25 anos. Dotado de invulgar capacidade de trabalho e consciente de seu ministério pastoral, publicou: Meditação sobre a vida cristã; Lar, doce lar; Antes de atravessar o rio; A teologia de Jesus Cristo; e O livro dos salmos, 1982. Traduziu: A pessoa de Cristo, de Philip Scaff, 1927; A oração, de James H. Mac Conckey, 1924; Hudson Taylor, autobiografia (do espanhol); Treinamento dos membros da Igreja, de I. J. Van Ness, 1941; O lar cristão, de Martha Boone Leavell; A Igreja no lar, de Robert Speer, 1920; O princípio do individualismo em suas expressões doutrinárias, de A. B. Langston, 1933; A vontade de Deus, de Lislie D. Weathead; A magnificência de Jesus, de Henri Rimmer; A maior coisa do mundo, de Henry Drumond; Heróis e mártires da obra missionária, de Juan C. Varetto, 1941; e Revelação de Deus, de W. T. Conner. Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e à Academia Evangélica de Letras do Rio de Janeiro. Faleceu no Rio de Janeiro, em 17 de julho de 1981, aos 88 anos de idade.

 

Carlos Gomes de Sá

1º ocupante

Nasceu em Estância, SE, em 14 de maio de 1888. Bacharel pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Professor de História Universal e do Brasil da Escola Normal Pedro II, em Vitória. Considerado um dos maiores advogados criminais de seu tempo, dedicou‑se à profissão com denodo, conquistando a admiração de seus colegas, mormente de promotores e juízes com os quais trabalhou. O presidente Aristeu Borges de Aguiar o nomeou procurador geral do Estado, sendo, ainda hoje, lembrados os magníficos pareceres que assinou no exercício desse cargo. Com o advento da Consti­tuição de 1934, filiou‑se ao Partido da Lavoura, elegendo‑se, por duas vezes, deputado estadual. Foi secretário da justiça e chefe de polícia. Dedicou‑se ao estudo da legislação de estrangeiros, sabendo‑se ter sido seu anteprojeto a respeito da matéria aproveitado, quase todo, na atual legislação. Jornalista, colaborou em folhas de Vitória e do interior do Estado. Orador aplaudidíssimo. “Era Carlos Sá um palestrador admirável. A gesticulação, toda sua, com que sabia animar o que dizia, dava sempre às suas palestras uma nota inconfundível de vivacidade e encanto.” Publicou: Últimas palavras, Vitória, 1942. Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, à Associação Espírito‑santense de Imprensa e à Associação de Juristas do Espírito Santo. Faleceu no Rio de Janeiro, em 26 de outubro de 1941, aos 53 anos de idade. Sua vida foi biografada pela filha Maria Filina Sales de Sá.

 

Jerônimo de Souza Monteiro

Patrono

Nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, ES, em 2 de junho de 1870. Ocupou a presidência do Estado do Espírito Santo, de 1908 a 1912, realizando obra das mais profícuas de que se tem notícias em nossa História. Político de grande influência em todo o Estado, foi senador e deputado federal. Quando na direção do governo de sua terra, preocupou‑se sobretudo pelo aprimoramento da instrução, fundando escolas e modernizando o ensino. Assessorado pelo professor Carlos Gomes Cardim, vindo de São Paulo a seu convite, registrou‑se, no seu governo, “verdadeira revolução nos métodos educativos, de modo que, abandonados os velhos sistemas exaustivos e temidos, vigoraram a intuição e a emulação, os jogos escolares, a música, a ginástica, os trabalhos manuais, as festinhas educativas que inspiravam às crianças real fascinação pelo meio escolar”. Daí, certamente, a escolha de seu nome para um dos patronos da Academia Espírito-santense de Letras. Dá nome a um dos municípios do Estado, sendo‑lhe a memória reverenciada, ainda agora, por toda a comunidade espírito‑santense. Publicou: Mensagem ao Congresso Legislativo, 1908; Mensagem ao Congresso Legislativo, 1911, e Mensagens, 1915. Faleceu no Rio de Janeiro, em 23 de outubro de 1933.

Voltar

Índice de patronos e acadêmicos