Douglas Puppin

3º ocupante

É médico dermatologista, nascido em Alfredo Chaves, em 1938. Foi professor da UFES, de 1963 a 1998; deputado estadual em duas legislaturas e secretário de estado da Saúde em 1983. Pertence ao Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e publicou as seguintes obras, baseadas em pesquisas sobre a imigração italiana no Espírito Santo: Do  Veneto para o Brasil (1981); Giovani Maria (romance, 1982); Assim cantava a nonna (1988);  La vita de Vitório (1994) e Pietro: Benemérito da libertação de Roma (2001). Além dessas, publicou obras científicas, artigos e pesquisas, sobre sua especialidade médica. Tomou posse na Academia Espírito-santense de Letras em 24 de setembro de 2001.

 

José Moysés

2º ocupante

Nasceu em Iconha, ES, em 04 de abril de 1916. Diplomou‑se pela Faculdade Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro, em 1940. Tisiologista. Professor de Pneumologia na EMESCAM, presidiu, de 1963 a 1970, a Associação Médica do Espírito Santo e, em 1974, o Conselho Regional de Medicina do Estado. Secretário de Educação e Cul­tura, 1962, secretário de Saúde e Assistência, 1966, também secretário da Liga Espírito‑santense contra Tuberculose. Dire­tor geral do Sanatório “Oswaldo Monteiro”, em Vitória, de 1976 a 1982. Presidente do Rotary Clube de Vitória, 1970/1971. Participou de vários congressos de Medicina, realizados em pontos diversos do País. Membro da Sociedade de Alergia e Imunopatologia, da Sociedade Brasileira de Tuberculose, da So­ciedade de Pneumologia do Espírito Santo, da qual foi fundador e presidente, da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, da Associação Espírito‑santense de Imprensa e do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Cidadão Honorário dos municípios de Vitória, Cachoeiro de Itapemirim e lúna, ES. Detentor da medalha “Flores Soares”, conferida pela Associação Médica Brasileira, 1981. Presidente da Academia Espírito-santense de Letras de 1985 a 1992. Faleceu em outubro de 2000. Autor dos seguintes trabalhos: Traumatismo do abdômen, prêmio “Professor Castro Araújo” da Sociedade Acadêmica de Medicina do Rio de Janeiro, 1940; O tuberculoso curado e o seguro de vida, 1948; A estreptomicina no tratamento da tuberculose pul­monar, 1949; Tomografia e lavado brônquio no diagnóstico da tuberculose pulmonar, 1951; Diagnóstico das pneumo­nias agudas, 1959; Prevenção da resistência ao tratamento de tuberculose pulmonar, 1963; Pneumotórax espontâneo, 1961; Conceitos sobre a ética médica, 1974; Síndrome de Loeffler, 1960; Blastomicose pulmonar, 1960; A crise da medicina contemporânea, 1975; São Lucas, padroeiro dos médicos; Semper ascendere, discurso de posse na Academia Espírito-santense de Letras, 1980, entre outros. Seus textos inéditos foram reunidos na obra póstuma Crônicas, publicada em 2001 pela AEL/IHGES.

 

Kosciuszko Barbosa Leão

1º ocupante

Nasceu em Santa Cruz, ES, em 12 de setembro de 1889. Bacharel pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Advogou nas comarcas de São Pedro de Itabapoana, São José do Calçado, Anchieta e Vitória. Jornalista militante, durante algum tempo, em Vitória. Foi um dos fundadores do Ginásio São Vicente de Paulo, na mesma cidade. Professor catedrático da Faculdade de Direito, quando estabelecimento isolado, bem como seu diretor, entidade que lhe conferiu o título de Professor Emérito. Exerceu, também em Vitória, os cargos de chefe de polícia e o de procurador da fazenda nacional. Faleceu em Vitória, em 20 de maio de 1979, após ter doado o palacete em que residia para sede da Academia Espírito‑santense de Letras, atualmente também conhecida como Casa Kosciuszko Barbosa Leão, em homenagem ao doador. Publicou: A visão da miséria através da Polícia, 1933; Meditações, versos, 1940; JTM, poema, em duas edições ‑ 1940/1977; Tentativa de roubo, 1920; Cinco noivados, comédia, 1941; O Estado Novo e a liberdade e O Dia do Funcionário, conferências, A viagem da vida e O primado do bacharel de Direito, discursos de paraninfo, na citada Faculdade; Travos e trovas, 1973; Alma e Deus, ensaio filosófico, 1973; Canoeiros, poema, em duas edições ‑ 1942/1977, e Meu inverno, edição póstuma, 1979. Foi condecorado pelo governo do Estado do Espírito Santo com a Ordem do Mérito Jerônimo Monteiro, no grau de comendador.

 

José Joaquim Pessanha Póvoa

Patrono

Nasceu em São João da Barra, RJ, em 15 de abril de 1836, tendo residido no Espírito Santo de 1875 até a data de seu falecimento, ocorrido em Vitória, a 17 de setembro de 1904, excetuando o período em que retornou a seu Estado, para ali exercer o cargo de chefe de polícia, no governo de Francisco Portella (1888/1891). Escritor fértil, jornalista militante, também político e parlamentar, desempenhou importantes funções na vida administrativa do Espírito Santo. Dos muitos livros que publicou, três deles, quando nada, tratam de assuntos capixabas: Legendas da província do Espírito Santo, 1873; A instrução e o novo Ateneu da Vitória, s/d., e A cela do padre Anchieta, 1895. São ainda de sua autoria: Os dois mundos, conferência, 1865; Os heróis da guerra (Guerra do Paraguai), 1870; Os heróis da arte (Carlos Gomes e Pedro Américo), 1872; Tiradentes e a voz dos mortos, 1871; e Bocage e seu tempo, conferência, 1896, entre outros. Autor do Hino Espírito‑santense, com música de Arthur Napoleão.

 

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